quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Quando sinto que já sei, uma forma diferente de ver

O documentário "Quando sinto que já sei" retrata uma realidade nada convencional nas escolas brasileiras, inclusive as personagens da vida real enfatizam a dificuldade da quebra de paradigmas após as mudanças nas formas de ensinar adotadas por estas escolas.


Observa-se que nessas escolas o objetivo era o que encontramos em várias literaturas que falam que o papel do educador é além de trabalhar na construção do conhecimento é também influenciar na formação do caráter dos alunos como cidadãos. 



Ao meu ver, o que influencia muito bem as escolas serem um diferencial mesmo não sendo uma escola diferenciada (que as pessoas julgam diferentes) é a postura de quem a dirige, isto é, a postura do diretor da escola influencia muito na forma como a escola é formada.



Pude observar a participação ativa dos diretores para trabalharem juntos com os alunos e professores fazendo com que a sua posição seja respeitada e sem transparecer a hierarquia que existe atualmente nas escolas. Nas escolas deste documentário, os alunos eram críticos, e tinham proximidade com as "autoridades" da escola, e neste sentido, os diretores e professores não trabalhavam para os alunos, mas sim trabalhavam com os alunos.



É importante observar a importância de criar responsabilidades para os alunos, mas não pode esquecer que na maioria das vezes são crianças e não pode ser tirados deles o direito de brincar, descobrir e desenvolver atividades cognitivas importantes para a formação do ser humano.



Verifica-se portanto que é muito importante a participação ativa dos alunos na escola de forma que sua autonomia seja suficiente tomar decisões importantes não esquecendo da orientação dos professores e diretores. Neste sentido também é de suma importância quem os diretores e professores estejam abertos a sugestões de alunos e entrem num consenso para que consigam trabalhar juntos para e com a sociedade. Vale ressaltar também a importância da participação dos pais nas tomadas de decisões e para solicitar ajuda, afinal, é interesse dos pais a educação de seus filhos (ou deveria ser).


(Direitos reservados ao autor)

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Debate sobre tipos de Energia

Neste mês, tentamos auxiliar na construção do conhecimento dos alunos, os métodos de obtenção de energia e o funcionamento de vários tipos de usinas geradoras.

Dividimos as aula em 3 etapas:
  1. Divisão da sala em grupos e sorteio de um tipo de energia para cada grupo;
  2. Exposição de conteúdo a partir de um material escrito descrevendo cada tipo de energia e de modo oral, dando uma explicação geral e tirando dúvidas;
  3. Debate o qual os alunos defendiam o seu modo de gerar energia.
A nossa proposta foi dividir a sala em grupos e sortear um modo de geração de energia para que estes alunos estudassem o seu tipo de energia para o debate.

Aplicamos a aula para eles explicando cada uma das energias (hidrelétricas, solar, eólica, biomassa, termelétrica e nuclear) dando um panorama geral sobre como essa energia era obtida, suas principais vantagens e desvantagens, etc.

Na aula seguinte, organizamos a sala de tal forma que todos os alunos conseguiam olhar uns para os outros e fazíamos um sorteio de dois grupos para debaterem. Fizemos sorteio de duas questões a serem respondidas e debatidas a partir de um banco de questões elaboradas por nós, os bolsistas. As questões eram:
  • Por que a sua energia é melhor? Ataque
  • Por que sua energia é melhor? Defenda-se
  • Sua energia é renovável?
  • Escolha uma energia para se aliar e explique o motivo desta escolha.
  • Como é obtida a sua energia?
  • Sua energia é viável no Brasil?
Após o sorteio, os alunos tinham direito a resposta e uma réplica, com isso, ocorreu um debate organizado e saudável, pois foi possível observar a participação intensa dos alunos.  

Alguns alunos, confundiram muitas coisas, e neste momento, nós bolsistas ratificávamos as informações para que não aprendessem de forma incorreta.

Foi possível observar também, que os alunos mais reservados tiveram vontade de participar da discussão, acredito que por estar parecendo uma conversa informal, estimulando-o a participar.

De modo geral, acredito que foi muito proveitosa essa experiencia, pois tivemos que controlar toda a dispersão dos alunos e também a fazer com que eles se tornassem a principal fonte de informação entre eles mesmos, pois muitos grupos fizeram uma pesquisa com a finalidade de "não perder para o outro grupo", desta forma, os alunos conseguiram ter autonomia para buscar informações sem nenhuma ordem, mostrando interesse na atividade.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

UFABC Para Todos

Nos dias 19 e 20 de outubro foi realizado na UFABC o "UFABC para todos" onde a universidade fica aberta á visitação, onde o publico principal são alunos com uma faixa etária de vestibulandos.
Ficamos responsáveis por elaborar uma discussão entre professores sobre o uso de TICS na sala de aula, e foi muito bom ouvir a opinião deles sobre uma ferramenta que ao mesmo tempo que pode auxiliar pode atrapalhar muito.
A sensação de participar, mesmo que de forma passiva, dessa atividade foi muito prazerosa, pois pela primeira vez na minha vida, eu não estava olhando com os olhos de alunos. 
Foi interessante professores citando casos muito bons sobre a utilização dessa ferramenta, porém a grande maioria reclamava muito, pois a questão da indisciplina era muito forte, e que o aluno não conseguiria focar no objetivo real da utilização da ferramenta, que é a aprendizagem.
Acho que esse debate entre professores, pode contribuir muito com o seus métodos de ensino, pois trocam experiencias, com isso devem saber supostamente como agir em determinadas situações, sem deixar esquecer que "cada sala de aula é única'.
Sobre o restante do evento, acredito que é muito bom para os futuros universitários terem um contato mais direto com o que é realmente uma universidade, e não ficar só imaginando como será a sua vida acadêmica, pois no "UFABC para todos", a maioria das atividades são dirigidas pelos discente, fazendo com que o aluno que está visitando, não tenham vergonha/medo de fazer perguntas e faz com que o discente se sinta mais responsável.

X Encontro do PIBID

Mais um evento sendo realizado na UFABC, e dessa vez apresentamos no X Encontro do PIBID um pouco sobre o nosso projeto interdisciplinar.
Organizamos uma atividade com duração de cerca de 30 minutos no piso vermelho a fim de relembrarmos o que conseguimos realizar nas escolas, trazendo não de forma expositiva para os Pibidianos dos outros projetos, mas sim de forma lúdica, como gostamos de fazer.
Fizemos um jogo bem legal e íamos tirando duvidas em caso de questões não respondidas corretamente, demonstrando experimentos simples para melhor entendimento dos bolsistas/supervisores/coordenadores (na UFABC) e para melhor entendimento dos alunos (na escola).
Acredito que a forma a qual trabalhamos é o grande diferencial do nosso subprojeto, o interdisciplinar, pois tratamos assuntos sérios de modo que os alunos despertem interesse em ouvir o que levamos para eles, com isso, a nossa ação pode ser considerada um diferencial, se levarmos em consideração o método de ensino utilizado nas escolas.
Foi muito interessante ver o desenvolvimento das atividades de outros subprojetos também para que possamos ver como que nossos companheiros estão se saindo, e ao meu ver, esses encontros deveriam se tornar mais frequentes.


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Teatro do Pão

Foi proposto para os alunos aplicarem o que aprenderam sobre fermentação na forma de um teatro e o tema era a fermentação do pão. Os alunos ficaram muito empolgados pois eles mesmos elaboraram o roteiro, figurino, personagens.
A sala foi dividida em dois grupos de alunos, onde cada grupo iria elaborar uma peça de teatro. 
O primeiro grupo fez um teatro simulando um programa de culinária onde elaboraram a arte de fazer pão, enquanto que o segundo grupo simulou uma versão do programa Masterchef. 
O objetivo desse trabalho foi fazer com que os alunos aprendessem de uma maneira não convencional onde os alunos obrigatoriamente tinham que descrever o processo de fermentação do pão.
Acredito que o Primeiro grupo foi mais claro com relação à explicação do processo de fermentação, pois explicaram detalhadamente o que cada ingrediente iria interferir, enquanto que o segundo grupo foi mais direto, porém o teatro foi melhor elaborado.
Gostei muito das apresentações, pois os alunos realmente se dedicaram ao teatro e "de brinde" todos aprenderam como funciona o processo de fermentação do pão.
Após as apresentações Eu, a Patricia e a Bianca elaboramos um questionário para que os alunos apontassem suas dificuldades, o que gostaram, o que os pais achavam entre outras, e em breve irei colocar aqui o Feedback das respostas.

Máquina Tadeusz Kantor - SESC Consolação


Fui visitar a mostra Máquina Tadeusz Kantor - Exposição do multi-artista polonês Tadeusz Kantor, no Sesc Consolação, ao chegar lá, me deparei com um cenário que ao meu ver era aterrorizante e ao mesmo tempo instigante.
Quando me deparei com os objetos expostos, pude observar uma grande diversidade nas obras encontrando pinturas, filmes, e o objetos de modo geral. Isso indica que ele conseguiu ser crítico em diversos tipos de situações, isto é, que ele pode abstrair de cada momento um tipo de sentimento e expor os seus sentimentos/forma de pensar em diversos tipos de arte.
Achei que a frase: “Quer seja teatro, pintura, desenho ou um livro – tudo surge de maneira estranha, e eu posso fazer qualquer coisa. Não dá para dizer “o teatro acaba aqui e a pintura começa aqui” – para mim, é tudo a mesma coisa”, seria um desabafo do artista sobre a questão interdisciplinar, que a meu ver ele quer dizer podemos expressar os mesmos sentimentos, pensamentos, opiniões mesmo que utilizamos formas diferentes de comunicação tomando o mesmo sentido, e isso retrata também o professor crítico, que consegue formar opinião sobre diferentes situações e transmiti-la utilizando formas alternativas de expressão.















Jurjo Santomé: Globalização e interdisciplinaridade: o currículo integrado


Como pude observar fazendo a leitura da Introdução e do Capítulo 1 do livro “Globalização e Interdisciplinaridade: o currículo integrado”, o modelo pedagógico é comparado com o modelo industrial, isto é, o que acontece na indústria (estrutura do chão de fábrica), de certa forma reflete o que acontece na educação.
Inicialmente com o Fordismo, o operário não tinha nenhum tipo de responsabilidade e poder de decisão, desta forma, podemos dizer que ele era refém de um sistema e era facilmente substituível, pois não era necessário ter qualidades específicas para trabalharem. Esse sistema era refletido no ensino também, onde os professores não tinham nenhum tipo de participação no projeto pedagógico e era responsável apenas em transmitir conhecimento pro aluno, que em troco de notas, tinha que simplesmente memorizar conteúdos que muitas vezes não tinham sentido.
Com o surgimento do Toyotismo, a visão de que a opinião do operário não era importante foi mudada, com isso, por uma questão de estratégia empresarial, os operários passaram a ter autonomia e em muitas industrias deixaram de exercer atividades simplesmente mecânicas e começaram a desenvolver atividades mais intelectuais. No contexto escolar, os professores deveriam ter autonomia para trabalhar nas salas de aula e o aluno deveria ser crítico, mas como o autor já cita “Resta saber se esta nova linguagem é real, fruto de uma verdadeira confiança na participação democrática, ou se é apenas uma mudança de linguagem, até convertê-la em um simples conjunto de slogans sem qualquer conteúdo”, isto é, se essa idéia de tornar o professor reflexivo realmente está sendo colocada em prática ou se isso é apenas um tipo de ilusão com a classe.
Essa proposta leva a entender que se de fato ela estivesse sendo colocada em prática, o professor deixaria de reproduzir os conteúdos pré definidos na lousa e passaria a ser crítico, analisando os alunos intelectualmente, culturalmente, socialmente. Já os alunos deixariam de ser meros espectadores e passariam a ter um papel ativo em sua formação tanto escolar, quando social, pois iriam desenvolver um senso crítico.

domingo, 27 de setembro de 2015

Minha Primeira Visita na "E.E Visconde de Taunay"


Minha primeira experiencia na escola foi breve mas foi muito importante para poder conhecer os alunos, a Professora Raquel, e o ambiente o qual eu iria passar algumas tardes e também para saber qual seria o meu papel na escola.
Cheguei na escola um pouco apreensivo pois não sabia o que esperar, mas me senti bem a vontade. Conheci a Professora Raquel e fomos para a primeira aula do dia, ao chegar na sala de aula, me deparei com uma realidade a qual eu já havia passado (logicamente) e a primeira coisa que me veio na cabeça foi "já estive daquele lado". A aula começou eu eu havia me esquecido o quanto a questão da indisciplina está presente no cotidiano escolar, e pude observar que os alunos não estavam muito preocupados em ter aula, mas a Professora soube lidar bem com a situação da sala.
Com relação ao cotidiano escolar, acredito que a teoria é "tudo muito lindo', mas na prática tudo é muito difícil, devido a situações que os professores estão sujeitos como falta de recursos para facilitar o ensino-aprendizagem, más condições das dependências da escola, indisciplina dos alunos, entre outros.
De modo geral, gostei muito da minha primeira experiência na escola, pois foi diferente do que havia estudado na universidade e pude observar as características dos alunos.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Primeiras impressões sobre o PIBID


Iniciei na ultima reunião do mês de agosto, minha primeira impressão foi que nós tínhamos muito trabalho à fazer e que iria demandar muita dedicação.
Conhecia as coordenadoras do PIBID Interdisciplinar o que me deixou um pouco menos assustado do que meus companheiros que haviam acado de se tornar um pibidiano, o que me fez ficar um pouco mais tranquilo pois as atividades de teatros, danças e musiquinhas eu já estava esperando que fosse acontecer. Durante a reunião acabei escolhendo a escola que iria participar, e escolhi a E.E. Visconde de Taunay, com supervisão da Professora Raquel.
Saí da reunião com muitas duvidas (mais do que quando eu entrei) e fui sanar elas com meus novos colegas, e foi muito útil saber as experiencias deles, as dicas e saber que poderia contar com eles para fazer as visitas na escola.
Acabou que foi super legal pra mim poder estar ingressando no projeto e poder ajudar a mudar o ensino publico.