sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Exposição Mondrian CCBBBH

Esta atividade fui uma surpresa para mim muito agradável, visitei uma exposição no CCBB-BH (Centro Cultural Banco do Brasil – Belo Horizonte) e fui incrível, pois a minha visita foi guiada.

Aproveitei minha visita de recesso à Belo Horizonte e conhecer a cidade, estava visitando a praça da Liberdade quando avistei o CCBB de Belo Horizonte, me interessou, pois, eu havia avistado um cartaz na porta informando sobre uma exposição, me interessei e entrei.

Se tratava de uma exposição gratuita de Mondrian, um renomado pintor holandês o qual sofreu influencias de outros grandes pintores da época. A visita guiada tinha por volta de 1h de duração, mas após esse tempo (insuficiente) havia a possibilidade de continuar na exposição pois não era possível passar em todos os setores e observar com delicadeza e sensatez as obras ali presentes.

Para mim essa experiência de um guia foi fundamental para compreender a história e a carreira de Mondrian. Inicialmente entramos numa sala a qual apresentava as primeiras pinturas de Mondrian, mostrando uma certa melancolia, sem a utilização de cores vivas, apenas cores escuras e assim então o guia nos disse que o principal objetivo da exposição guiada era compreender como Mondrian pintava e não o que ele pintava, me deixando muito confuso, mas havia começado ali uma grande viagem na imaginação.

Em seguida fomos passando mais a diante e foi possível observar que Mondrian foi alterando sua forma de pintar, mudando de pinturas de paisagens até o pontilhismo que era algo muito comum na Europa Central naquela época, e foi possível observar que ele era um pintor muito atual para época, sempre muito bem iterado de assuntos do momento.

Fomos passando e podendo observar as tendências da época seguidas por Picasso e Mondrian até que chegamos no que Mondrian foi reconhecido como percursor, que é a utilização do Cubismo e posteriormente o Neoplasticismo, esta última tendência continua muito firme no cenário artístico atual sendo utilizada principalmente na moda e na arquitetura em móveis, bolsas, roupas, etc.

Durante a visita, o guia citou que Mondrian sofreu influência direta, quase citando que Mondrian aprendeu a pintar com ele, o qual era sinestésico, passando para Mondrian muita sensibilidade podendo através de sons, palavras, odor, criar pinturas diretamente ligadas com esses tipos de sensações, desta forma ele foi se aprimorando e tomando a arte para si como forma de interpretar tudo que estava ao seu redor sendo totalmente sensível ao ambiente, e eu particularmente acredito que seria uma ótima ferramenta de sucesso para pintores.

Por fim, o guia abriu a visitação ao restante da exposição que não deu tempo e continuei a observar tudo o que podia naquele ambiente que para mim até então era totalmente desconhecido pois nunca havia ido a uma exposição de quadros, e pude aproveitar tudo o que consegui daquela nova experiência.