Um tema muito comum nas discussões atuais sobre ensino é principalmente com relação a utilização de TICs em sala de aula, e antes de tudo isso se tornar um tema comum, a utilização de tecnologias já foi e ainda é um assunto tanto quanto delicado de se tratar, e por isso há a grande importância de temas como este.
Atitudes Frente à
Tecnologia
Há pensamentos bem fundamentados
sobre tecnologia.
O primeiro, e o mais antigo de
todos considera a tecnologia como um mal implacável, isto é, não há como parar
o desenvolvimento tecnológico e muito menos os bens produzidos pelo avanço das
tecnologias. Tudo se iniciou a partir de duas inovações tecnológicas
fundamentas, que é o uso de fogo para cozinhar e de peles de animais para se
vestir, e de acordo com esse ponto de vista, quanto mais o homem avança
tecnologicamente, mais ele se corrompe.
O segundo ponto de vista é o de
Francis Bacon, que diz que só através da tecnologia o homem pode recuperar a
felicidade e a soberania sobre a natureza que ele possuía antes. A ideia de
Bacon era de que através do avanço continuo da Ciência e Tecnologia, haveria a
harmonização com a crença cristã de que Deus criou a natureza para ser
utilizada pelo homem. A maioria das pessoas acreditava ser um dever do homem
transformar a natureza para seu próprio bem, e que a tecnologia era o meio para
conseguir isso.
Outro tipo de vista é o pessimista,
que sustenta que o homem tinha absorvido tão profundamente a tecnologia que
acabara sendo espiritualmente e fisicamente dominado por ela, um exemplo foi
dado na história de Frankenstein onde expressava o medo de que a tecnologia
pudesse destruir seus criadores. De modo geral, este tipo de pensamento
(pessimista) supervaloriza a natureza e desvaloriza o homem.
A conduta mais sensata seria
aumentar nossos conhecimentos de modo que possamos prever melhor as consequências
de nossas ações. Não dominamos nem podemos dominar a natureza; o máximo que
podemos esperar é realizar alguma medição de controle, para estudar a natureza
e cooperar com ela.
De fato, as consequências da
inovação tecnológica são quase sempre mais complicadas do que os inovadores
esperam, por isso, os moderados estão certos quando dizem que não podemos
colher os benefícios da tecnologia sem correr alguns riscos e que ao invés de
abandonar a tecnologia para eliminar os riscos, devemos conservá-las e
trabalhar para reduzir os riscos.
Enfrentando as
Consequências
Inovações bem-intencionadas podem
acarretar consequências diversas e para contornar esses efeitos, em primeiro
lugar, devemos reconhecer que alguns desses efeitos são mais sociais e políticos
do que tecnológicos.
Devemos agir no sentido de prever,
controlar ou prevenir as consequências da tecnologia antes que elas ocorram e,
se necessário, ameniza-las caso tenham ocorrido. Uma forma importante de ação é
a avaliação da tecnologia ou a avaliação dos efeitos (benefícios e malefícios)
da inovação tecnológica.
Se quisermos que sejam tomadas
decisões políticas esclarecidas que envolvam interesses poderosos, é necessário
que exista uma oportunidade de se ouvir com imparcialidade as partes envolvidas
(defensores e “opressores”) e o público deve ter acesso às informações. Vale
ressaltar que enquanto as questões técnicas são melhor respondidas por
especialistas, todas as pessoas têm um igual direito a serem ouvidas sobre
questões políticas da aplicação de tal tecnologia.
Na pratica, a distinção entre
questões técnicas e políticas é frequentemente ignorada pois na grande maioria
das vezes, os especialistas que assessoram congressos e comissões procuram
influenciar a decisão política também. Além de tudo, em certos casos, o parecer
especializado é tão técnico, que os que tomam decisões políticas não compreendem
as ideias, com isso, não conseguem contrapor opiniões e dificilmente opinam
contra os especialistas.
Vale ressaltar que os problemas
sociais criados pela tecnologia só podem ser politicamente resolvidos e não
podemos confiar na consciência individual, um exemplo disso é que sabemos que
veículos poluem, mas dificilmente as pessoas abrem mão da utilização deste
meio. Se quisermos que a tecnologia se usada criativamente para o benefício da
humanidade como um todo, precisaremos de um público esclarecido e apto a
avalia-lo imparcialmente, algo que não temos atualmente.