terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Agradecimentos Finais

Essa está sendo a minha última postagem nesse portfólio, o qual me dediquei para mantê-lo em dia e mostrar o quanto o PIBID pode nos fazer crescer, com responsabilidade, companheirismo e acima de tudo com um espírito altruísta que nos motiva a trabalharmos com a problemática educação brasileira. 
A minha trajetória no PIBID Interdisciplinar acredito ter sido de muito trabalho, esforço e dedicação pois conseguimos realizar trabalhos que a meu ver influenciaram e motivaram muitos alunos que passaram pelas nossas mãos, e isso já me deixa muito satisfeito com o meu desempenho e o de meus companheiros também, pois foi ótimo ver resultados tão satisfatórios quanto os que obtivemos.
O ano de 2016 foi muito conturbado, passamos por altos e baixos e ainda sim conseguimos realizar ótimos trabalhos mostrando que estávamos cada dia mais unidos. 
Só tenho a agradecer a todos que passaram pelo meu caminho desde agosto de 2015 até agora, fevereiro de 2017 e quero dizer que foi uma honra participar deste programa que só me fez crescer como pessoa, me fez observar como é difícil a vida do professor, me fez parar para pensar o quanto a nossa sociedade é complicada. Mais do que isso, gostaria de ressaltar que tenho ORGULHO em dizer que pude fazer parte deste programa que só contribuiu com o meu crescimento e acho que beneficiou de forma direta as crianças as quais pude ter contato. 
A presença do PIBID nas escolas é sem dúvida muito importante e não pode deixar de existir. Este post não significa um Adeus, mas sim um Até Logo, pois futuramente, poderei estar participando do PIBID não mais como bolsista, mas quem sabe como Supervisor ou Coordenador, só o tempo e meu desempenho serão capazes decidir. 

Agradecimentos:

Coordenadoras: Vivilí Gomes e Maria Cândida Capecchi
Sempre estiveram presentes, querendo saber como estavam sendo realizados os trabalhos na escola e preocupadas com nossa formação e "puxando" nossas orelhas com relação as nossas atividades, os documentos necessários para a formalização das nossas atividades na escola, entre outros. Muito Obrigado pela confiança e por me dar a oportunidade de fazer parte deste programa maravilhoso.

Supervisora: Raquel Lopes
A Raquel é uma pessoa fantástica, fácil de trabalhar e está sempre disposta a nos ajudar e nos orientar sobre as atividade e sobre tudo o que tivemos dúvida, além de uma excelente amiga e companheira. Muito obrigado por sempre estar presente, e nos dar liberdade para expressarmos opiniões, que muitas vezes eram inviáveis e mostrar que mesmo com as dificuldades e estresse do dia a dia, no final, tudo se resolve e ficará bem com o planejamento correto e com as intenções corretas. Obrigado por tudo e desejo do fundo do coração muito boa sorte na sua vida, tanto pessoalmente quanto profissionalmente. Foi um prazer trabalhar com você.

Bolsistas e ex-bolsistas (antigos): Emerson Vinicius, Bianca Nascimento, Lucas Xavier e Patricia Alcântara
Gostaria de agradecer pela grande equipe que formamos, aos planos que tínhamos e que conseguimos realizar com muita vontade e empenho de todos, aos momentos que passamos juntos, as conversas longas no laboratório de ciências, nas reuniões, na rua, na Universidade. Só tenho a agradecer por ter trabalhado com vocês e dizer que mesmo com nossas dificuldades e limitações, conseguimos fazer tudo e mais um pouco para nossos alunos. Um grande abraço a todos e boa sorte no caminho que cada um pretende seguir, pois na minha opinião, para se obter sucesso é necessário sorte e competência e não tenho dúvidas de que competência vocês têm de sobra.

Bolsistas (novos): Juliana Bertoli, Humberto França, Mayke Sousa, Nicole Afonso, Ana Clara Carneiro, Rogério Sobral, Leandro Teodoro, Thais Gouveia e Dennis Pacheco.
Aos novos bolsistas eu peço para que se dediquem ao máximo para proporcionar para os alunos uma oportunidade única que só o PIBID pode proporcionar, peço que trabalhem em equipe, que proponham ideias de atividades, dialoguem entre si e principalmente, não utilizem o PIBID como uma forma de passar tempo. Desejo a todos que aproveitem tudo o que este programa tem para oferecer, pois contribui e muito para a formação de vocês.

Novamente, gostaria de dizer que foi uma honra poder participar do PIBID por esses 20 meses e que sou muito grato por ter tido uma equipe tão maravilhosa quanto essa. 

BOA SORTE E ATÉ LOGO!!!!

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Sequência Didática de ECOLOGIA para o 6º ano

Conforme planejamento feito no final do ano passado, ficamos responsáveis pela elaboração de uma sequência didática para os alunos do 6º ano do ensino fundamental, e para melhor elaborarmos os planos de aula, dividimos o conteúdo do primeiro bimestre de ciências em 4 partes:
- Diversidade de seres vivos;
- Ambiente em que os seres vivos vivem;
- Dinâmica dos ambientes;
- Interações entre os seres vivos e ambientes;

Após essa divisão, nos dividimos para que cada um dos integrantes do grupo elaborasse uma sequencia didática para cada um dos temas, com isso, definiu-se a separação de cada tema, cada conteúdo e cada bolsista responsável.

  • Rafael - Zoologia dos "principais" grupos de animais e os biomas em que eles vivem e suas diferenças;
  • Leandro - As comunidades, ecossistemas e relações harmônicas e desarmônicas deles;
  • Victor - Os ciclos que eles participam direta e indiretamente (Ciclo da água, ciclo do nitrogênio, cadeia alimentar);
A partir disso, criamos 3 sequencias didáticas que iriam futuramente se tornar 1 grande sequência didática a ser aplicada no 6º ano para que os alunos compreendessem os principais aspectos relacionados à ecologia.

Aqui irei apresentar as etapas das 4 aulas as quais planejei sobre a questão "Zoologia dos "principais" grupos de animais e os biomas em que eles vivem e suas diferenças". OBS: Todas os planos de aula foram feitos baseados na leitura do texto "INTERAÇÕES DISCURSIVAS E PRÁTICAS EPISTÊMICAS EM SALAS DE AULA DE CIÊNCIAS" indicado pelas coordenadoras.

CRONOGRAMA DAS AULAS

Aula 1 – Fatores Bióticos e Abióticos
1º Momento: Começar solicitando aos alunos que façam duas listas: uma de seres vivos (componentes bióticos) e uma de seres não vivos (componentes abióticos) com pelo menos 3 seres para cada uma das opções. O professor deverá fazer o mesmo e solicitar que os alunos ditem o que escreveram no caderno;
2º Momento: Perguntar o que levou a essa primeira caracterização e quais características eles consideram importantes para diferencia um ser vivo de um ser não vivo;
3º Momento: Promover discussão sobre as seguintes questões:
  • ·         As plantas e animais se alimentam?
  • ·         Do que as plantas se alimentam?
  • ·         Do que os animais se alimentam?
  • ·         Animais e plantas crescem?
  • ·         Do que os animais e plantas precisam para se desenvolver?
  • ·         Os animais e plantas podem gerar seres semelhantes a eles?

4º Momento: Fazer analogias ao cotidiano dos alunos para a apresentação de fungos e bactérias, tais como o bolor do pão, da fermentação, comidas estragadas, etc. Posteriormente, problematizar as seguintes questões:
  • ·         Do que os fungos se alimentam?
  • ·         Fungos crescem?
  • ·         Os fungos podem gerar seres semelhantes a eles?

5º Momento: Fazer a correção do quadro escrito no 1º momento, agora com a devida fundamentação teórica dos alunos.

Aula 2 – Ecossistemas Brasileiros
1º Momento: Levar os alunos para o laboratório de informática
2º Momento: Explicar brevemente conceitos básicos de Fatores Vivos, Fatores Não Vivos, Umidade Relativa do Ar, Precipitação, Temperatura média anual, Biodiversidade e Ecossistemas;
3º Momento: Dividir a sala em 6 grupos onde cada grupo ficará responsável por um ecossistema brasileiro, são eles: Floresta Amazônica, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Pampas.
4º Momento: Cada grupo deve pesquisar o máximo de informações possíveis sobre o ecossistema sorteado, tais como tipo de vegetação, animais que lá habitam, temperatura média, quais as plantas mais comuns naquela região, localização no mapa, entre outras que julgarem importantes. Caso seja necessário, os alunos podem continuar a busca em casa. Devem anotar as informações no caderno.
5º Momento: Pedir para que os alunos tragam para a próxima aula materiais para a elaboração de um mapa.

Aulas 3 e 4 – Construção Artística e Consolidação dos Conhecimentos
1º Momento: Propor que os alunos construam um mapa do Brasil “Gigante” onde cada grupo irá reproduzir artisticamente os conteúdos pesquisados na aula anterior e em casa, todos os trabalhos serão unidos na lousa, seguindo o exemplo abaixo.

2º Momento: Os grupos devem colocar na cartolina o nome do ecossistema, temperatura média (para que posteriormente possa ser feita uma relação entre a temperatura e os seres vivos que ali habitam) e irão desenhar as plantas, animais daquele local. Poderão também colar recortes de revistas e jornais para reproduzir de maneira didática cada um dos ecossistemas.
3º Momento: Após a finalização dos trabalhos artísticos, cada grupo deverá colar o trabalho na lousa na disposição correta, conforme figura acima, e explicar brevemente quais são os seres vivos que vivem naquele local.
4º Momento: Fazer uma síntese da atividade, mostrando a influência e relação entre fatores como temperatura, precipitação na vida dos seres vivos, bem como o tipo de vegetação, e tipos de animais que vivem naquele local.



 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Fim de ano e nosso planejamento para 2017

Mais um ano chegou ao fim, e muitas coisas boas e ruins aconteceram, com isso o ano letivo chegou ao fim com muitas experiências enriquecedoras e com muita esperança para o próximo ano já que com o ano novo, chegaram bolsistas novos.

Neste mês de dezembro, fizemos um balanço das atividades para o próximo ano que está chegando e com isso vimos que nossas experiências foram muito positivas e mostramos a força que o PIBID tem nas escolas, na academia e na sociedade.

Começamos o planejamento para o ano que vem, e para a volta do recesso, nos separamos em trio para a elaboração de um conjunto de aulas interdisciplinares para os 6º, 7º e 8º anos para que iniciemos o ano melhor do que foi esse, afinal, devemos sempre estar progredindo para crescer.

Fiquei responsável juntamente com 2 novos bolsistas, para planejarmos aproximadamente 10 aulas relacionadas ao tema Ecologia, espero que apesar de minha dificuldade eu consiga me sair bem, afinal, nunca é tarde pra aprender e também o conhecimento é algo tangível e desde que tenhamos interesse na construção dele, tudo é possível.

FELIZ ANO NOVO!!!!

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

2ª Semana das Licenciaturas e V Simpósio do PIBID

Esse é um dos melhores eventos que ocorrem na UFABC relacionado à educação. Podemos ver com nossa participação, relatos de ex bolsistas e supervisores e podemos perceber o quanto o PIBID foi importante na carreira de cada um dos professores presentes.

Foi muito gratificante ver a força que o PIBID tem na universidade, e a dimensão do programa. É muito bom poder perceber que as pessoas estão unidas com o propósito de se tornar professores, e ser melhores educadores do que muito que já tivemos no nosso período na escola.

Neste simpósio, tivemos o privilégio de apresentar dois de nossos trabalhos, os quais foram desenvolvidos neste ano de 2016, que foram o Teatro do Pão e o Self-Service dos Alienígenas. No momento da apresentação apresentamos o que fizemos, as nossas estratégias, o nosso planejamento, o resultado final e o que aquilo pode influenciar em nossas vidas acadêmicas e na nossa formação. Foi muito gratificante para mim estar representando o Subprojeto Interdisciplinar em um evento tão importante, e acima de tudo, mostrar que podemos ser a mudança que a educação brasileira precisa.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Sequência Didática - Saúde

Neste mês de outubro iniciou-se um trabalho com os alunos do 6º ano, o qual, cada um dos bolsistas serão responsáveis por ministrar uma aula relacionada ao tema Saúde, que é proposto pelo currículo do Estado de São Paulo. 
Para organizar os planos de aula, as coordenadoras propuseram a criação de um plano de aula coletivo onde cada pessoa será responsável por edita-lo e os ouvintes das aulas serão responsáveis por analisar criticamente a aula o bolsista que estiver dando a aula.
Espera-se que consigamos propor aulas Interdisciplinares de modo que os alunos consigam se envolver com as aulas e também para fazer jus ao que o projeto se relaciona.

Para descontrair: No mês de outubro, ocorreu uma festa a fantasia em homenagem ao dia das crianças. Nesta oportunidade conseguimos nos relacionar com os alunos de forma informal. Nós bolsistas tivemos a oportunidade de socializarmos com os alunos em ambientes que não era a sala de aula, sendo uma experiência muito proveitosa. Houve uma competição sobre quem estava com a fantasia mais criativa e até os professores da E.E Visconde de Taunay entraram na brincadeira caracterizando uma tarde maravilhosa e muito bem aproveitada.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Exposição Mondrian CCBBBH

Esta atividade fui uma surpresa para mim muito agradável, visitei uma exposição no CCBB-BH (Centro Cultural Banco do Brasil – Belo Horizonte) e fui incrível, pois a minha visita foi guiada.

Aproveitei minha visita de recesso à Belo Horizonte e conhecer a cidade, estava visitando a praça da Liberdade quando avistei o CCBB de Belo Horizonte, me interessou, pois, eu havia avistado um cartaz na porta informando sobre uma exposição, me interessei e entrei.

Se tratava de uma exposição gratuita de Mondrian, um renomado pintor holandês o qual sofreu influencias de outros grandes pintores da época. A visita guiada tinha por volta de 1h de duração, mas após esse tempo (insuficiente) havia a possibilidade de continuar na exposição pois não era possível passar em todos os setores e observar com delicadeza e sensatez as obras ali presentes.

Para mim essa experiência de um guia foi fundamental para compreender a história e a carreira de Mondrian. Inicialmente entramos numa sala a qual apresentava as primeiras pinturas de Mondrian, mostrando uma certa melancolia, sem a utilização de cores vivas, apenas cores escuras e assim então o guia nos disse que o principal objetivo da exposição guiada era compreender como Mondrian pintava e não o que ele pintava, me deixando muito confuso, mas havia começado ali uma grande viagem na imaginação.

Em seguida fomos passando mais a diante e foi possível observar que Mondrian foi alterando sua forma de pintar, mudando de pinturas de paisagens até o pontilhismo que era algo muito comum na Europa Central naquela época, e foi possível observar que ele era um pintor muito atual para época, sempre muito bem iterado de assuntos do momento.

Fomos passando e podendo observar as tendências da época seguidas por Picasso e Mondrian até que chegamos no que Mondrian foi reconhecido como percursor, que é a utilização do Cubismo e posteriormente o Neoplasticismo, esta última tendência continua muito firme no cenário artístico atual sendo utilizada principalmente na moda e na arquitetura em móveis, bolsas, roupas, etc.

Durante a visita, o guia citou que Mondrian sofreu influência direta, quase citando que Mondrian aprendeu a pintar com ele, o qual era sinestésico, passando para Mondrian muita sensibilidade podendo através de sons, palavras, odor, criar pinturas diretamente ligadas com esses tipos de sensações, desta forma ele foi se aprimorando e tomando a arte para si como forma de interpretar tudo que estava ao seu redor sendo totalmente sensível ao ambiente, e eu particularmente acredito que seria uma ótima ferramenta de sucesso para pintores.

Por fim, o guia abriu a visitação ao restante da exposição que não deu tempo e continuei a observar tudo o que podia naquele ambiente que para mim até então era totalmente desconhecido pois nunca havia ido a uma exposição de quadros, e pude aproveitar tudo o que consegui daquela nova experiência.


quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Síntese - A Ciência como Atividade Humana (Ciência e Tecnologia - Kneller)

Um tema muito comum nas discussões atuais sobre ensino é principalmente com relação a utilização de TICs em sala de aula, e antes de tudo isso se tornar um tema comum, a utilização de tecnologias já foi e ainda é um assunto tanto quanto delicado de se tratar, e por isso há a grande importância de temas como este.

Atitudes Frente à Tecnologia

Há pensamentos bem fundamentados sobre tecnologia.

O primeiro, e o mais antigo de todos considera a tecnologia como um mal implacável, isto é, não há como parar o desenvolvimento tecnológico e muito menos os bens produzidos pelo avanço das tecnologias. Tudo se iniciou a partir de duas inovações tecnológicas fundamentas, que é o uso de fogo para cozinhar e de peles de animais para se vestir, e de acordo com esse ponto de vista, quanto mais o homem avança tecnologicamente, mais ele se corrompe.

O segundo ponto de vista é o de Francis Bacon, que diz que só através da tecnologia o homem pode recuperar a felicidade e a soberania sobre a natureza que ele possuía antes. A ideia de Bacon era de que através do avanço continuo da Ciência e Tecnologia, haveria a harmonização com a crença cristã de que Deus criou a natureza para ser utilizada pelo homem. A maioria das pessoas acreditava ser um dever do homem transformar a natureza para seu próprio bem, e que a tecnologia era o meio para conseguir isso.

Outro tipo de vista é o pessimista, que sustenta que o homem tinha absorvido tão profundamente a tecnologia que acabara sendo espiritualmente e fisicamente dominado por ela, um exemplo foi dado na história de Frankenstein onde expressava o medo de que a tecnologia pudesse destruir seus criadores. De modo geral, este tipo de pensamento (pessimista) supervaloriza a natureza e desvaloriza o homem.

A conduta mais sensata seria aumentar nossos conhecimentos de modo que possamos prever melhor as consequências de nossas ações. Não dominamos nem podemos dominar a natureza; o máximo que podemos esperar é realizar alguma medição de controle, para estudar a natureza e cooperar com ela.

De fato, as consequências da inovação tecnológica são quase sempre mais complicadas do que os inovadores esperam, por isso, os moderados estão certos quando dizem que não podemos colher os benefícios da tecnologia sem correr alguns riscos e que ao invés de abandonar a tecnologia para eliminar os riscos, devemos conservá-las e trabalhar para reduzir os riscos.

Enfrentando as Consequências

Inovações bem-intencionadas podem acarretar consequências diversas e para contornar esses efeitos, em primeiro lugar, devemos reconhecer que alguns desses efeitos são mais sociais e políticos do que tecnológicos.

Devemos agir no sentido de prever, controlar ou prevenir as consequências da tecnologia antes que elas ocorram e, se necessário, ameniza-las caso tenham ocorrido. Uma forma importante de ação é a avaliação da tecnologia ou a avaliação dos efeitos (benefícios e malefícios) da inovação tecnológica.

Se quisermos que sejam tomadas decisões políticas esclarecidas que envolvam interesses poderosos, é necessário que exista uma oportunidade de se ouvir com imparcialidade as partes envolvidas (defensores e “opressores”) e o público deve ter acesso às informações. Vale ressaltar que enquanto as questões técnicas são melhor respondidas por especialistas, todas as pessoas têm um igual direito a serem ouvidas sobre questões políticas da aplicação de tal tecnologia.

Na pratica, a distinção entre questões técnicas e políticas é frequentemente ignorada pois na grande maioria das vezes, os especialistas que assessoram congressos e comissões procuram influenciar a decisão política também. Além de tudo, em certos casos, o parecer especializado é tão técnico, que os que tomam decisões políticas não compreendem as ideias, com isso, não conseguem contrapor opiniões e dificilmente opinam contra os especialistas.

Vale ressaltar que os problemas sociais criados pela tecnologia só podem ser politicamente resolvidos e não podemos confiar na consciência individual, um exemplo disso é que sabemos que veículos poluem, mas dificilmente as pessoas abrem mão da utilização deste meio. Se quisermos que a tecnologia se usada criativamente para o benefício da humanidade como um todo, precisaremos de um público esclarecido e apto a avalia-lo imparcialmente, algo que não temos atualmente.