segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Jurjo Santomé: Globalização e interdisciplinaridade: o currículo integrado


Como pude observar fazendo a leitura da Introdução e do Capítulo 1 do livro “Globalização e Interdisciplinaridade: o currículo integrado”, o modelo pedagógico é comparado com o modelo industrial, isto é, o que acontece na indústria (estrutura do chão de fábrica), de certa forma reflete o que acontece na educação.
Inicialmente com o Fordismo, o operário não tinha nenhum tipo de responsabilidade e poder de decisão, desta forma, podemos dizer que ele era refém de um sistema e era facilmente substituível, pois não era necessário ter qualidades específicas para trabalharem. Esse sistema era refletido no ensino também, onde os professores não tinham nenhum tipo de participação no projeto pedagógico e era responsável apenas em transmitir conhecimento pro aluno, que em troco de notas, tinha que simplesmente memorizar conteúdos que muitas vezes não tinham sentido.
Com o surgimento do Toyotismo, a visão de que a opinião do operário não era importante foi mudada, com isso, por uma questão de estratégia empresarial, os operários passaram a ter autonomia e em muitas industrias deixaram de exercer atividades simplesmente mecânicas e começaram a desenvolver atividades mais intelectuais. No contexto escolar, os professores deveriam ter autonomia para trabalhar nas salas de aula e o aluno deveria ser crítico, mas como o autor já cita “Resta saber se esta nova linguagem é real, fruto de uma verdadeira confiança na participação democrática, ou se é apenas uma mudança de linguagem, até convertê-la em um simples conjunto de slogans sem qualquer conteúdo”, isto é, se essa idéia de tornar o professor reflexivo realmente está sendo colocada em prática ou se isso é apenas um tipo de ilusão com a classe.
Essa proposta leva a entender que se de fato ela estivesse sendo colocada em prática, o professor deixaria de reproduzir os conteúdos pré definidos na lousa e passaria a ser crítico, analisando os alunos intelectualmente, culturalmente, socialmente. Já os alunos deixariam de ser meros espectadores e passariam a ter um papel ativo em sua formação tanto escolar, quando social, pois iriam desenvolver um senso crítico.

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