Como pude observar fazendo a leitura da
Introdução e do Capítulo 1 do livro “Globalização e Interdisciplinaridade: o
currículo integrado”, o modelo pedagógico é comparado com o modelo industrial,
isto é, o que acontece na indústria (estrutura do chão de fábrica), de certa
forma reflete o que acontece na educação.
Inicialmente com o Fordismo, o operário
não tinha nenhum tipo de responsabilidade e poder de decisão, desta forma, podemos
dizer que ele era refém de um sistema e era facilmente substituível, pois não
era necessário ter qualidades específicas para trabalharem. Esse sistema era
refletido no ensino também, onde os professores não tinham nenhum tipo de
participação no projeto pedagógico e era responsável apenas em transmitir
conhecimento pro aluno, que em troco de notas, tinha que simplesmente memorizar
conteúdos que muitas vezes não tinham sentido.
Com o surgimento do Toyotismo, a visão
de que a opinião do operário não era importante foi mudada, com isso, por uma
questão de estratégia empresarial, os operários passaram a ter autonomia e em
muitas industrias deixaram de exercer atividades simplesmente mecânicas e
começaram a desenvolver atividades mais intelectuais. No contexto escolar, os
professores deveriam ter autonomia para trabalhar nas salas de aula e o aluno
deveria ser crítico, mas como o autor já cita “Resta saber se esta nova
linguagem é real, fruto de uma verdadeira confiança na participação
democrática, ou se é apenas uma mudança de linguagem, até convertê-la em um
simples conjunto de slogans sem qualquer conteúdo”, isto é, se essa idéia de
tornar o professor reflexivo realmente está sendo colocada em prática ou se
isso é apenas um tipo de ilusão com a classe.
Essa proposta leva a entender que se de
fato ela estivesse sendo colocada em prática, o professor deixaria de
reproduzir os conteúdos pré definidos na lousa e passaria a ser crítico,
analisando os alunos intelectualmente, culturalmente, socialmente. Já os alunos
deixariam de ser meros espectadores e passariam a ter um papel ativo em sua
formação tanto escolar, quando social, pois iriam desenvolver um senso crítico.
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